Buscar
  • Aline Paranhos

O quanto é maravilhoso ser a mãe da Melissa!



Eu já contei sobre percalços que tive na gestação e aleitamento, mas não falei ainda foi sobre o quanto é maravilhoso ser a mãe da Melissa.


Melissa veio de surpresa, quando eu namorava havia poucos meses o Eduardo, pai dela, que eu conhecia desde criança. Foi um susto e uma alegria.


Semanas depois do positivo, sofremos um assalto e, no susto, quase um aborto. Superamos! Que vitória!







Nasceu em 25/06/2013

às 00:33 de uma madrugada chuvosa de segunda para terça-feira

medindo 46 cm

pesando 2.800 kg


No momento do nascimento, na primeira vez que olhei para ela, eu fui invadida por uma onda de amor tremenda e inexplicável. Foi tão louco que eu me lembro do meu primeiro pensamento: “quero outro”. Minha primeira fala para ela foi


“que linda! Que pequenininha”

E eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que algumas horas depois a minha mandíbula estava doendo de tanto sorrir.


Outro momento muito marcante foi quando a trouxeram de volta para mim (na época, como já contei, era comum separarem os bebês das mães por horas depois do nascimento). Era madrugada, eu já estava no quarto - com a mandíbula doendo do sorriso constante rsrs – e o Du e eu ouvimos um barulho de carrinho sendo arrastado pelo corredor. “Será que é ela?” E era! Que delícia de reencontro. Parecia que ela estava nascendo para nós naquele instante. Foi muito legal.


E a chegada em casa, então? Quando olhei para o portão de casa, com ela nos braços, senti uma emoção enorme e chorei de alegria de entrar em casa com a minha filha nos braços pela primeira vez.


Não quero nem de longe romantizar o amor materno e reafirmar essa coisa de que a mãe ama o filho no instante em que sabe que está grávida. Eu sei que para muitas mulheres não é bem assim; esse pode ser um processo de muito tempo e de jeitos bem diferentes. Mas comigo foi desse jeito. Amei bastante na gestação, amei inteiramente no nascimento. Vivi todos os desafios do puerpério, sim, mas que eu já amava loucamente quando ela nasceu, isso também.


Ela sempre foi muito esperta. A primeira palavra foi “água”, assim, com todas as letras, aos nove meses de idade. Depois foi papai, vovó, “memem” (mamãe), e já falava uma infinidade de palavras com 1 ano. Já o “mamãe”, bem certinho, ela guardou para falar quando a minha mamãe Elba morreu. Depois de 2 dias chorando meu luto, fui buscá-la na minha sogra e ela me recebeu com um sonoro e longo “mamãaaaae”, como se quisesse me presentear ali. Foi lindo. Ela estava com 1 anos e 3 meses.


Isso não é sobre querer dizer que ela falava mais que as outras crianças. Essa é só uma mãe babona contando que a filha falou muito bem, muito cedo. Lembro das caras espantadas dos desconhecidos quando ela, com 1 ano e meio, conversava fluentemente comigo num supermercado, por exemplo. Era muito engraçado ver a reação das pessoas.


Em compensação, começou andar “tarde”, com quase 1 ano e 5 meses. Eu nunca me preocupei, já que minha mãe contava que eu demorei muito para andar e o médico, na minha época de bebê, tranquilizou minha mãe dizendo que era normal.


Sempre amou colo. Sempre recebeu muito colo.


Com 2 anos e meio, neta de Dora (minha sogra, católica fervorosa), ela já sabia de cor e salteado rezar o Pai Nosso e a Ave Maria.


Com 3, começou a pedir um irmão chamado Lucas, mas quando eu engravidei ela foi logo avisando “é uma menina.” E acertou. Pouco antes dos 4, se tornou uma ótima irmã mais velha.


Com 4 se alfabetizou surpreendentemente rápido. Também aos 4, começou a dormir sozinha na cama dela (antes disso, sim, era cama compartilhada).


Com 5, perdeu o primeiro dentinho e com 6 teve que fazer uma extração no dentista, que ela enfrentou corajosamente.


Melissa é a minha cara. Tem os olhos cor de mel. Já está bem alta; não sei quanto...acho que tenho dó de medir. Tem o cabelo beeem comprido. Já trocou 8 dentes.


Inteligente, aprende fácil e tira boas notas na escola.


Gosta de música boa e também curte Now United e Club 57.


De opinião forte, não gosta de injustiça, já saca bem quando uma situação envolve machismo ou racismo e se posiciona contra.


Não chega a ser tímida, mas não é muito falante em ambientes com desconhecidos. Melissa é uma boa amiga. As professoras relatam que se relaciona bem e é querida pelas e pelos coleguinhas. É super piadista, daquelas que improvisam; a gente chama ela de Tata Werneck por isso.


É educada, tranquila, nunca tive problemas com o comportamento dela conosco, na escola, na casa dos familiares, nada. Criança “de boas”.


Percebe quando eu estou tensa e até faz piada com as minhas broncas, que ela já conhece de traz para frente. Avisa o pai se me vê chorando e me consola dizendo coisas como “você não precisa chorar sozinha; às vezes, se você me falar o que é, eu posso te ajudar.” E só com isso, já ajuda mesmo. Ela é uma companhia maravilhosa para mim.


Ama dançar e detesta fazer aula de dança. Com pouco mais de 3 anos e meio, fazia ballet na escola e um belo dia me anunciou: “mamãe, minhas amigas e eu decidimos que não vamos mais fazer aula de ballet. A gente já sabe dançar”... ok, né?!


Este é só um breve resumo de tudo de lindo que eu vivo com essa moleca. Melissa me fez mãe. E que benção é ser a mãe dela.


Eu não diria que ela completa, porque eu sou uma mulher inteira e essa responsabilidade é só minha. Mas ela - assim como a Mirela, como o Eduardo e os meus outros seres amados - me complementa, faz a minha vida mais plena, mais iluminada. Melissa me ilumina.


Não é a toa que minha frase para ela todas as manhãs, quando a vejo despertar é “bom dia, Sol”. Melissa não é só abelha e flor. Melissa é Sol.

site criado por @ofuturoehfeminino